Articulação operacional no Sistema de Segurança Nacional para a garantia da ordem interna em Angola
Palavras-chave:
articulação operacional, defesa, ordem interna, arsegurança nacional, governançaResumo
Este Policy Paper analisa a arquitetura da Segurança Nacional em Angola, detalhando como o Estado coordena a defesa e a garantia da ordem interna para proteger os cidadãos e a soberania. A análise destaca a articulação operacional entre as forças de defesa e de segurança, enfatizando a necessidade de cooperação técnica e estratégica perante ameaças híbridas e crises sociais. O texto explora a evolução do conceito de segurança, que transita de uma visão meramente militar para uma abordagem multidimensional, avaliando os desafios na garantia da ordem interna. Inúmeros estudos identificam desafios à segurança e ordem interna em Angola, associados a questões como o agravamento e a extensão de condições críticas, nomeadamente a proliferação de armas de fogo ilegais entre civis; o aumento do número de crianças, adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade social; a expansão desregulada de igrejas e seitas religiosas, muitas vezes associadas a práticas abusivas e à manipulação de pessoas vulneráveis; o forte crescimento demográfico e a urbanização desordenada, o défice educacional, moral, cívico e jurídico, que limita o exercício de uma cidadania consciente; e o aumento gradual de crenças e práticas de feitiçaria, que alimentam perseguições, violência e linchamentos em algumas regiões. O trabalho resulta de uma revisão teórico-conceptual e de um levantamento de fontes doutrinais e bibliográficas, produzindo uma compreensão da estrutura do Sistema de Segurança Nacional em Angola, os identificados desafios estruturais à interoperabilidade entre as instituições e órgãos de controlo e enfrentamento das ameaças e riscos interna a segurança. Em última análise, o texto defende que uma governação integrada e um comando centralizado como fundamentais para assegurar a articulação operacional. O autor identifica desafios estruturais, como a falta de interoperabilidade e limitações orçamentais, que dificultam a cooperação e alinhamento entre as diversas instituições de defesa e ordem interna. Para superar estas barreiras, defende-se a criação de centros de comando partilhados e o reforço da partilha de informações estratégicas.
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