Os mecanismos de cooperação da Diplomacia de Defesa como vetores de resiliência para eventos climáticos extremos

Autores

  • Felippe Ramos Escola Superior de Defesa

Palavras-chave:

mudanças climáticas, diplomacia de defesa, Resiliência, mecanismos de cooperação internacional, entorno estratégico

Resumo

A intensificação dos eventos climáticos extremos, tem produzido impactos transnacionais que desafiam a capacidade de resposta isolada dos Estados. As regiões do Entorno Estratégico brasileiro são identificadas como áreas críticas, onde a recorrência de desastres naturais já supera a capacidade de recuperação das infraestruturas e sistemas nacionais, gerando riscos crescentes à segurança e à estabilidade regional. Diante desse cenário, o trabalho analisa as mudanças climáticas como um fator de pressão sobre a Segurança e a Defesa, com ênfase no emprego de capacidades militares em operações de resposta a desastres e assistência humanitária. O estudo examina o papel de mecanismos de cooperação existentes, destacando seu potencial para articular meios militares como mobilização expedita, engenharia, comunicações seguras e operações de busca e salvamento. Argumenta-se, contudo, que tais mecanismos permanecem subutilizados em razão de lacunas estruturais, como a ausência de compartilhamento contínuo de dados climáticos, o descompasso entre prontidão militar e processos diplomáticos, a demora na avaliação das necessidades pós-desastre e a falta de padrões doutrinários comuns que limitem a interoperabilidade. Com base nessa análise, o trabalho propõe recomendações voltadas ao fortalecimento da cooperação regional e da resiliência coletiva frente a eventos climáticos extremos. A adoção dessas medidas contribui para ampliar a prontidão regional, reforçar a liderança do Brasil e alinhar a cooperação internacional às diretrizes da Política Nacional de Defesa, consolidando uma arquitetura de segurança compatível com os desafios climáticos do século XXI.

Publicado

2026-05-13

Como Citar

RAMOS, Felippe. Os mecanismos de cooperação da Diplomacia de Defesa como vetores de resiliência para eventos climáticos extremos. REVISTA DE SEGURANÇA, DESENVOLVIMENTO E DEFESA , Brasília, v. 3, n. 1, p. 116–130, 2026. Disponível em: https://rsdd.esd.gov.br/index.php/rsdd/article/view/110. Acesso em: 28 jul. 2026.

Edição

Seção

Policy Papers (fluxo contínuo)

Artigos Semelhantes

<< < 1 2 3 4 > >> 

Você também pode iniciar uma pesquisa avançada por similaridade para este artigo.